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Trabalhos do Censc-2009



Apresentação realizada pelos alunos do 2º Ensino Médio B com os romances da Literatura Romântica.
Ótimos trabalhos!!!!

A história do CENSC





BREVE HISTÓRIA DE UMA GRANDE LUTA


A implantação do colégio de ensino médio na vila de Varzedo,na Bahia, não foi uma tarefa fácil, já que a sede do distrito, Santo Antonio de Jesus, sempre se mostrou contra a idéia,porém os idealizadores do ousado projeto, monsenhor Gilberto e o professor Pedro Barroso, não mediram esforços para enfrentar os empecilhos que certamente viriam pela frente.

Com medo de perder espaço político, o prefeito de Santo Antonio de Jesus e seus seguidores tentavam a todo custo destruir todo trabalho educacional que fosse implantado em Varzedo. Assim,o Monsenhor Gilberto, já com o apoio de outros educadores, como José Francisco Barreto Neto e Luís Carlos Farias de Mesquita, dentre outros, foram a luta em prol da fundação de uma escola de 2º grau nessa localidade, tendo em vista não só o oferecimento de educação para todos, mas também absorver os alunos recém-saídos do colégio de 1º grau, já fundado desde 1982, também pelo Monsenhor Gilberto e seus companheiros de luta.

O desafio estava lançado, o jogo tinha começado e ninguém queria sair perdendo. Em 1986 entra em funcionamento o colégio de 2º grau com apenas uma turma vinda do Colégio de 1º grau Monsenhor Gilberto Vaz Sampaio.

PERSEGUIÇÕES

Os santoantonienses que se diziam contra a instalação do colégio de 2º grau em Varzedo não se conformaram ao ver o plano ousado e utópico dando certo, isso incomodava porque a cada dia esse distrito tornava-se mais autônomo, e independente de Santo Antonio de Jesus. Esse, um sonho "velho" dos varzedenses, tornar Varzedo um município e não mais distrito.

Dessa forma, o prefeito de Santo Antonio de Jesus, inconformado com a situação, foi até Salvador na sede da Secretaria Estadual de Educação, alegando que o colégio não possuía estrutura física adequada tampouco professores competentes para lecionar, tentando então, impedir o funcionamento do Colégio de 2º grau.

Nessa época havia duas lutas: a de tornar Varzedo município e a autorização da Secretaria Estadual de Educação para tomar o colégio uma verdadeira realidade.

REALIZAÇÕES

Nesse cenário de lutas, a equipe liderada pelo Monsenhor Gilberto conseguiu finalmente atingir seus objetivos: a emancipação política de Varzedo que aconteceu em 13 de junho de 1989 através da lei nº. 5002, e a autorização do Colégio de Ensino Médio Nossa Senhora da Conceição, assim denominado em homenagem a padroeira da cidade.

Desde 1986 quando fundado, o referido Colégio vem sendo uma referência para outros municípios vizinhos, não só pelas conquistas estruturais, mas por ser responsável pela injeção de vários alunos em universidades, formando assim uma legião de intelectuais gabaritados com capacidade de lecionar em qualquer parte do país.

Hoje o Colégio Nossa Senhora da Conceição é um exemplo para novos alunos que tem a oportunidade de conseguir um diploma sem grandes dificuldades como fora no passado.

Apesar de ser construído com recursos do governo do Estado, o CENSC ficou sob a responsabilidade do governo municipal por um certo período,mas em 31 de janeiro de 2002 essa instituição passou a ser administrada pelo Estado,pois todas as escolas que atuavam no Ensino Médio deveriam obrigatoriamente ser gerenciadas por um órgão estadual.A nova mudança trouxe para Varzedo grandes expectativas no sentido de facilitar o acesso a novas metodologias que possivelmente melhorassem ainda mais o ensino e aprendizagem, tornando a escola um espaço agradável tanto para o corpo docente quanto para o discente.

Trabalhos realizados pelos alunos do CENSC/2009



Estou postando apenas algumas fotos dos trabalhos realizados pelos alunos do CENSC.
Uma feira cultural, onde os alunos pesquisaram e depois mostraram de forma concreta o resultado da pesquisa e um trabalho sobre a Literatura Romântica do séc XIX, com romances mais que conhecidos,como Iracema, A Escrava Isaura, O Seminarista, entre outros.
TRABALHOS BEM LEGAIS!VALEU ALUNOS DO 2º ANO A!!!!

Foi em 2007!O CENSC SHOW!!

Como escrever bem?

O bom texto consegue-se com treino, treino e muito treino.

Ortografia impecável, concordância e conjugação verbal vá lá... Mas, conteúdo, clareza, objetividade? Exatamente. A exigência atual vai além de um texto sem erros de ortografia e com começo, meio e fim. Na era da agilidade da informação a exigência é a habilidade para redigir ou falar de forma clara, objetiva e concisa. É. O caminho é árduo e não tem fim. Mas com estudo, o cultivo de alguns hábitos e treino você pode melhorar a cada dia.

Sem preconceito - Primeiro de tudo livre-se do fantasma que sobrevoa o "curso de português". Independentemente da sua idade ou do seu grau de escolaridade, estudar o idioma mostra que você atingiu um grau de maturidade e sofisticação extrema. Indica seriedade e preocupação com o seu desenvolvimento. Não tenha medo de mencionar até mesmo no seu currículo. Estudar a língua portuguesa é um diferencial. Outra coisa: a reciclagem no estudo faz que com que você se livre dos preconceitos, mitos e teorias ultrapassadas que insistem em rondar o idioma.

Realismo e disciplina - Segundo os especialistas, um ponto importante que precisa ser encarado é que o estudo do idioma é eterno. "Não tem fim. É um eterno desafio", diz Pasquale. O professor explica ainda que a tarefa vai além do estudo permanente, inclui também uma postura favorável ao aprendizado contínuo. "É preciso estar inquieto, ser curioso, é preciso pesquisar", completa. De acordo com Laurinda Grion, a busca deve ser o errar menos, porque o erro vai sempre acontecer, é inevitável: "A língua portuguesa é complexa", diz.

Reciclagem e atualização - Isto é feito com leitura atenta de jornais, revistas, observar os outros. Cursos de reciclagem em ortografia, análise sintática, redação são fundamentais, principalmente para que você se liberte de certos conceitos errados. "Afinal, quem é que nunca ouviu falar que vírgula serve para respirar?", pergunta Pasquale.

Gramática? - O ensino do idioma melhorou muito. Há bons cursos e o inadequado método de decorar regras já ficou para trás. Pasquale afirma que é necessário dominar certos mecanismos, o resto é entendimento. "Gramática não é o fim. Nunca foi e nunca será. Ela é o meio. Fico doido com perguntas de certo e errado. Depende. Tudo depende", diz ele.
Para quem tem medo de nomenclaturas e teorias complicadas, o conselho é não se preocupar. Pasquale afirma que muitas vezes nem é necessária a utilização de terminologia e dá um exemplo: há dificuldade de entender o tempo verbal "passado (pretérito) mais-que-perfeito". Vamos lá. O passado perfeito refere-se a uma ação inteira, completa. Um passado feito completamente, acabado até o fim. Portanto, passado perfeito: eu fiz o pacote. No passado mais-que-perfeito a conjugação é fizera. "Quando ela chegou (passado perfeito) eu já fizera (mais-que-perfeito) o pacote." É uma ação mais velha do que o passado perfeito, portanto é um passado "mais-que-perfeito". Para aprender o português não é preciso decorar regras e palavras difíceis.

Cultive o hábito de ler - Pasquale afirma que o exercício que não pode faltar no aprimoramento do idioma é o ato de ler. E reconhece a dificuldade que envolve a leitura, principalmente na vida atual. "Ler é uma atividade penosa, exige concentração, silêncio, raciocínio, solidão. Ler não se faz com a galera, com a turma. Hoje as pessoas vivem em bando e tudo tem que ser feito em bando. Ler não é algo que se faz em bando. É o oposto disto. Em tempos de vida moderna, do celular, cadê a concentração? Cadê a solidão? Nestes tempos, ler é difícil", conclui. O professor acredita que há muita hipocrisia. Não se enfrentam as coisas como elas são. "As pessoas querem o tempo todo confusão, se afastam de si, têm medo delas mesmas. Neste contexto não há espaço para a leitura."

É bom lembrar que para a apreensão do conteúdo (sem este componente, a leitura é inútil) do que é lido é preciso acuidade intelectual, capacidade de abstração, refinamento, imaginação, sensibilidade. Caso contrário, o leitor não entenderá a ironia, a metáfora, o simbolismo de certas narrativas... Pasquale conta que certa vez uma aluna pediu uma indicação de um livro que fosse rápido de ler, que não fosse "pesado". Ele indicou A metamorfose, de Franz Kafka. Dias depois, a aluna disse que havia começado, mas não havia terminado, pois não gostou do conteúdo de uma das maiores obras-primas da literatura mundial e explicou o motivo: "Credo! O sujeito vira uma barata!". E por último, mas fundamental: ler com qualidade, com atenção, com reflexão e, se necessário, ler, reler. Laurinda concorda e recomenda a leitura acompanhada de anotações sobre o texto. "A leitura deve ser vagarosa, prazerosa. Esqueça a idéia de ler rápido, de procurar literatura leve para começar e terminar um livro rapidamente", completa.

Escreva hoje - O bom texto escrito não é um dom, é o resultado de muito treino. Veja o método de escrita de alguns escritores famosos e observe o número de vezes que os seus textos foram reescritos. "Amar se aprende amando e escrever se aprende escrevendo", diz Pasquale. Mas, treino só não basta, é preciso expor o exercício da escrita. "O texto deve ser submetido a alguém. Até nos meios profissionais se faz isto, no jornalismo tem a dupla, onde os jornalistas trocam leituras de textos. Deve-se procurar este retorno de um jeito ou de outro, saber se o seu texto foi claro, se foi entendido. É preciso perder o medo e a vergonha de expor o que foi escrito", diz o professor.

Pensar, conhecer - Porém, não se deixe seduzir por regras gramaticais e técnicas de escrita. "Se fosse assim, todos os professores de português seriam escritores. Muitos não dominam regras e são excelentes escritores", diz Laurinda. O ato de escrever bem vai além. É preciso cultura, conhecimento, pensamento de qualidade, crítica. "É preciso saber que o texto está ruim, ter disposição para refazer. É inspirar-se nos versos de Bilac: "Lima, malteia, dá brilho". É igual ao trabalho do ourives. É reescrever, lapidar, achar as palavras mais adequadas", continua ela.